Nutróloga Suzana Viana alerta que a perda acelerada de peso pode reduzir os níveis de proteínas, ferro, zinco e vitaminas fundamentais para a saúde capilar
A queda de cabelo tem aparecido com mais frequência entre pessoas que passam por emagrecimento rápido, principalmente após dietas muito restritivas ou o uso de canetas emagrecedoras sem acompanhamento adequado.
Segundo a nutróloga Suzana Viana, a perda acelerada de peso pode estar relacionada a deficiências nutricionais importantes, como proteínas, ferro, zinco e vitaminas essenciais para a saúde dos fios.
“Quando o organismo passa por um emagrecimento rápido, ele começa a priorizar funções vitais, e os cabelos ficam em segundo plano, entrando em fase de queda após algumas semanas ou meses de perda de peso”
suzana viana
De acordo com a médica, o emagrecimento acelerado, principalmente quando associado a uma alimentação pouco variada, pode favorecer carências nutricionais. Além disso, pacientes que utilizam agonistas do receptor GLP-1, medicamentos amplamente empregados no controle do peso, precisam de acompanhamento para garantir a ingestão adequada de nutrientes e preservar a saúde capilar.
“Por isso, é fundamental ter uma estratégia nutricional e acompanhamento médico para reduzir a queda de cabelo e garantir a saúde capilar”, acrescenta.

Os fios de cabelo são formados principalmente por queratina, proteína essencial para sua estrutura. Quando há baixa ingestão proteica, a síntese dessa proteína pode ser prejudicada, tornando os fios mais frágeis, finos e quebradiços.
A nutróloga ressalta que nutrientes como ferro, biotina, vitamina D, zinco e proteínas exercem funções complementares na manutenção da saúde capilar.
“O ferro auxilia no transporte de oxigênio para os tecidos, a biotina participa da formação da queratina, a vitamina D contribui para a regulação do ciclo capilar e o zinco atua em processos ligados à renovação celular. Já as proteínas fornecem os aminoácidos necessários para a formação e fortalecimento dos fios”, explica.
“Durante o processo de emagrecimento, é importante consumir fontes de proteína, como carnes magras, ovos, leguminosas e laticínios. Também é fundamental realizar avaliação médica para verificar hormônios, função da tireoide e níveis de micronutrientes, além de considerar suplementação quando indicada por um profissional”
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A especialista ressalta ainda que os riscos de efeitos colaterais podem ser maiores em pessoas com condições preexistentes, como alopecia androgenética (calvície de padrão genético) ou disfunções da tireoide, que exigem diagnóstico e tratamento específicos.
“Em alguns casos, o processo de emagrecimento acaba revelando doenças que ainda não haviam sido identificadas. Por isso, o acompanhamento médico e nutricional é essencial para prevenir complicações e garantir uma perda de peso mais segura e equilibrada”, destaca a nutróloga.
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