Batizada de “Le Choueur des Pierres”, coleção da Cartier foi apresentada em Saint-Tropez
A Cartier apresentou em Saint-Tropez sua nova coleção de alta-joalheria, batizada de Le Chœur des Pierres (“O Coro das Pedras”). O nome estabelece um jogo de palavras em francês entre choeur (coro) e coeur (coração), reforçando que a gema preciosa é o ponto de partida de toda criação da maison.
Em entrevista à Vogue Brasil, a diretora criativa de alta-joalheria da marca, Jacqueline Karachi, explicou a filosofia por trás do design da casa: “A pedra vem primeiro, não o designer. Uma peça está a serviço de realçar uma pedra, e não de enaltecer o designer”.
Bastidores e alto nível de artesanato
O desenvolvimento do primeiro capítulo da coleção envolveu 126 peças únicas e exigiu 85 mil horas de trabalho artesanal. O processo completo de criação de uma linha de alta-joalheria na marca leva cerca de três anos, sendo que cada item passa de 12 a 18 meses nas mãos de um único artesão. Para atuar nessa divisão, os profissionais passam por ao menos 15 anos de treinamento prévio.
A linha traz criações com forte apelo narrativo e fauna marcante, como o colar com tigre, usado pela embaixadora da marca Zoe Saldaña no evento de lançamento. A peça destaca cinco topázios-imperiais que somam 28,04 quilates.

Há também o colar escultural, que simula a erupção de um vulcão para suspender 30 diamantes de lapidações variadas, além de broches e panteras em peças em formatos de panteras e tigres-de-bengala combinadas a rubelitas e olhos-de-tigre em lapidação cabochão.

A coleção completa pode ser vista no site oficial da Cartier.
Conexão histórica com a Riviera Francesa e o cinema
O evento em Saint-Tropez reafirma a ligação histórica da joalheria fundada em 1847 com a Riviera Francesa e o cinema mundial. A marca, conhecida pelo epíteto de “joalheiro dos reis e rei dos joalheiros” após acumular 15 alvarás reais ao longo de sua história, já esteve presente em momentos icônicos da cultura pop e da nobreza. Grace Kelly, por exemplo, usou seu anel de noivado Cartier no filme Alta Sociedade (1956), enquanto Romy Schneider popularizou o relógio Baignoire no clássico La Piscine (1968). Já Monica Bellucci exibiu no Festival de Cannes de 2006 o famoso colar de crocodilo encomendado originalmente pela atriz mexicana María Félix em 1975.
Linha Cartier Tradição
Junto às novidades de Le Chœur des Pierres, a maison exibiu itens do projeto Cartier Tradição, focado na recompra e restauração de peças históricas. Entre os destaques apresentados esteve um broche de pássaro assinado por Jeanne Toussaint — diretora criativa da marca entre 1933 e 1970. A figura do pássaro na gaiola foi criada originalmente durante a Segunda Guerra Mundial como símbolo da França ocupada e posterior libertação.
Imagens: Cartier




