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Azimut registra avanço nas vendas de iates de luxo no Brasil e investe em expansão

Fabricante italiana investe R$ 120 milhões no complexo industrial de Itajaí (SC) para atender ao aumento da demanda por embarcações de grande porte e ampliar exportações na América Latina

A fabricante italiana de iates de luxo Azimut Yachts confirmou as primeiras vendas no Brasil do modelo Grande 30 Metri, embarcação com preço inicial avaliado em R$ 90 milhões. O modelo, que tem previsão de entrega para o fim de 2028, teve suas primeiras unidades encomendadas por clientes do estado de São Paulo.

Para suportar o aumento na produção de embarcações de alto valor agregado e expandir as operações na América Latina, a empresa investe mais de R$ 120 milhões na ampliação de seu parque industrial em Itajaí, Santa Catarina. A estrutura passará dos atuais 40 mil m² para 68 mil m².

De acordo com o CEO da Azimut Yachts no Brasil, Carlo Alberto Sisto, a decisão de trazer o modelo de 30 metros ao país responde ao crescimento do público consumidor de altíssimo poder aquisitivo e à demanda por embarcações maiores.

Adaptações ao mercado local e perfil de consumo

Apesar de seguirem os padrões globais da marca, as embarcações comercializadas no país passam por customizações para atender ao perfil do consumidor brasileiro, que prioriza espaços de convivência. Segundo a empresa, os modelos locais costumam apresentar áreas de popa ampliadas, com setores integrados para gastronomia e lazer.

O portfólio da fabricante no país atende a perfis variados, que incluem empresários do setor de moda, executivos e atletas profissionais. Além da linha de grande porte, a marca comercializa modelos de entrada a partir de R$ 10,9 milhões, como o Atlantis 51, e iates intermediários como o Grande 27 Metri, avaliado em R$ 45 milhões.

Metas de faturamento e mercado externo

A Azimut projeta atingir um faturamento de R$ 1 bilhão no Brasil, após ter registrado receita bruta de R$ 700 milhões em 2025. Atualmente, a unidade de Itajaí produz cerca de 40 embarcações por ano, das quais 10% são destinadas à exportação para países como Argentina, Uruguai, Colômbia e Venezuela.

A meta da companhia é elevar a participação das vendas externas para 30% do faturamento total, utilizando a diversificação geográfica como estratégia de mitigação diante de eventuais oscilações nos ciclos econômicos locais.

Impactos da pauta tributária no setor

A expansão do mercado náutico ocorre em meio a debates sobre a incidência de IPVA sobre embarcações de recreio no país. O setor acompanha a regulamentação do imposto nos estados, após discussões sobre reformas tributárias regionais.

Segundo a avaliação da executiva da empresa, eventuais elevações na carga tributária sobre o segmento podem impactar a demanda do consumidor final e reflexos na manutenção de postos de trabalho ao longo da cadeia produtiva e industrial do setor naval.

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