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Projeto quer transformar Colégio das Mercês em faculdade municipal

Projeto protocolado na Câmara Municipal de Salvador visa à criação de faculdade municipal na Avenida Sete de Setembro

Um projeto de indicação protocolado na Câmara Municipal de Salvador (CMS) propõe a realização de estudos para avaliar a viabilidade da criação de uma faculdade municipal no Centro da capital baiana. A proposta foi registrada na última quinta-feira (21) pelo vereador Sandro Bahiense (PP).

O texto solicita que a Secretaria Municipal da Educação (Smed) realize análises técnicas, administrativas, estruturais, urbanísticas e financeiras sobre a implantação de uma Instituição Municipal de Ensino Superior em Salvador. O imóvel sugerido para sediar a faculdade é o prédio do tradicional Colégio Nossa Senhora das Mercês, localizado na Avenida Sete de Setembro, no Centro da cidade.

Segundo a proposta, o espaço atualmente abriga atividades da Escola Municipal Santa Ana das Mercês. O vereador também pede que seja estudada a possibilidade de aquisição do imóvel pelo município.

De acordo com a justificativa apresentada no projeto, a iniciativa busca ampliar o acesso ao ensino superior público municipal, incentivar a qualificação profissional e fortalecer a inclusão educacional. A proposta também relaciona a criação da faculdade ao processo de revitalização do Centro de Salvador.

Na justificativa, o parlamentar afirma que a instalação de uma instituição de ensino superior na região pode contribuir para “a movimentação econômica, o comércio local, a ocupação qualificada dos espaços públicos e a valorização social, cultural e educacional da área”.

O projeto de indicação é um instrumento legislativo utilizado pelos vereadores para sugerir medidas ao Poder Executivo, sem caráter obrigatório. Nesse caso, a matéria não prevê diretamente a execução de obra ou serviço, mas a realização de estudos técnicos sobre a viabilidade da iniciativa.

Fundado em 1897, o Colégio Nossa Senhora das Mercês encerrou as atividades após mais de 120 anos de funcionamento. À época, a instituição informou que a decisão foi motivada por dificuldades financeiras e questões relacionadas à insegurança na região central da capital baiana.

Foto: reprodução/CMS

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