Fechado desde 2021, Palácio Rio Branco manterá arquitetura original e Memorial dos Governadores após concessão privada
O projeto que vai transformar o icônico Palácio Rio Branco, em Salvador, em um hotel de luxo deu um passo decisivo nesta segunda-feira (1º). Em cerimônia realizada no próprio edifício, localizado na Praça Tomé de Sousa, foi assinada a Ordem de Serviço que autoriza o início imediato das obras de requalificação do espaço histórico.
O evento contou com a presença do secretário de Turismo da Bahia, Maurício Bacelar, de representantes da construtora baiana André Guimarães — responsável pela execução do projeto —, e do empresário francês Alex Allard, da BM Varejo, conhecido por idealizar a Cidade Matarazzo e o Hotel Rosewood, em São Paulo.
Turismo de luxo e resgate histórico no Centro de Salvador
Localizado ao lado do Elevador Lacerda, o Palácio Rio Branco foi a primeira sede do Governo-Geral do Brasil e carrega uma importância singular para a história política do país. A sua conversão em um empreendimento hoteleiro de alto padrão faz parte de uma estratégia robusta para fortalecer o turismo de luxo na capital baiana e revitalizar a região central.
Com aproximadamente seis mil metros quadrados de área construída, o edifício é um marco da arquitetura eclética. O contrato de concessão impõe regras rígidas para a intervenção, garantindo a salvaguarda do patrimônio. Assim, os elementos arquitetônicos originais serão totalmente mantidos, e o Memorial dos Governadores continuará funcionando e aberto ao público.
Concessão privada e revitalização urbana
Fechado para visitação pública desde o final de 2021, o imóvel foi concedido à iniciativa privada justamente para viabilizar a instalação do hotel.
A expectativa do setor turístico e das autoridades é que o projeto consiga unir, de forma sustentável, a preservação do patrimônio histórico, a revitalização urbana do Centro Antigo e a atração de novos investimentos internacionais para Salvador.




