Iniciativa anunciada durante os 129 anos da Academia reconheceu obras de ficção, poesia e humanidades publicadas no Brasil; cerimônia também entregou o Prêmio Machado de Assis a Cristovão Tezza
A Academia Brasileira de Letras (ABL), em parceria com a Montblanc, anunciou a criação de três novos prêmios literários dedicados a reconhecer obras nacionais. A iniciativa, que passa a integrar o calendário oficial da instituição, foi apresentada durante a cerimônia de comemoração dos 129 anos da ABL, realizada no Palácio Petit Trianon, no Rio de Janeiro.
A primeira edição da premiação destacou produções publicadas ao longo de 2025, divididas em três categorias principais. Na área de Ficção, a escritora Eliana Alves Cruz conquistou o Prêmio Guimarães Rosa com o romance “Veridiana”. Na categoria Poesia, o Prêmio Manuel Bandeira foi entregue a Fabricio Oliveira pela obra “Noite Obscena”. Já o Prêmio Euclides da Cunha, voltado ao segmento de Humanidades, laureou Caetano Galindo pelo livro “Na Ponta da Língua”.
Como parte do reconhecimento institucional e do patrocínio, os três autores vencedores foram presenteados com a caneta Meisterstück LeGrand revestida a platina, modelo clássico da fabricante alemã criado em 1924 e considerado um dos principais símbolos da escrita artesanal.
Homenagem pelo conjunto da obra
A solenidade no Rio de Janeiro também foi palco da entrega do Prêmio Machado de Assis, a mais alta honraria concedida pela Academia Brasileira de Letras, destinada a celebrar o conjunto da obra de um autor. Nesta edição, o grande homenageado foi o escritor Cristovão Tezza, reconhecido por sua vasta contribuição à literatura contemporânea brasileira. Além da homenagem, Tezza recebeu R$ 100 mil, doados pela Light, e uma caneta Montblanc.




