Cirurgião bucomaxilofacial e implantodontista Bruno Cantharino destaca como as técnicas atuais tornaram o tratamento mais seguro para pacientes idosos
O implante dentário vem sendo cada vez mais procurado por pessoas acima dos 60 anos que desejam recuperar funções como mastigação e fala, além da confiança para sorrir. Apesar disso, ainda é comum que muitos pacientes acreditem existir uma idade máxima para realizar o procedimento.
Com o aumento da expectativa de vida e a busca por mais qualidade de vida na terceira idade, a saúde bucal passou a ocupar um papel cada vez mais importante no envelhecimento saudável.
Segundo o cirurgião bucomaxilofacial e implantodontista Bruno Cantharino, esse é um dos principais mitos sobre o implante dentário.

“Atendo pacientes de 60, 70 e até 80 anos com excelentes condições para receber implantes. A idade, por si só, não é um fator que contraindica o procedimento. O que determina a indicação é uma avaliação individualizada, considerando o estado geral de saúde e as condições bucais de cada paciente”, explica.
Antes da cirurgia, o especialista avalia aspectos como a qualidade óssea, doenças sistêmicas, uso de medicamentos e a saúde bucal do paciente. Esse planejamento permite definir a melhor estratégia para cada caso e torna o tratamento mais previsível e seguro.
Os avanços tecnológicos também contribuíram para ampliar as possibilidades de reabilitação oral em pacientes idosos. Entre eles está a cirurgia guiada, técnica realizada com planejamento digital que permite a instalação dos implantes com maior precisão e mínima intervenção cirúrgica.
“A cirurgia guiada é um procedimento minimamente invasivo, que reduz o trauma cirúrgico e proporciona um pós-operatório mais confortável. Para muitos pacientes idosos, isso representa uma recuperação mais tranquila e ainda mais segurança durante o tratamento”
bruno cantharino
Além da tecnologia, o implantodontista ressalta que muitos pacientes acreditam não ser candidatos ao implante dentário por apresentarem perda óssea. No entanto, essa condição nem sempre impede a reabilitação.
“Diferentes técnicas permitem reabilitar pacientes em situações que antes eram consideradas mais complexas. Por isso, ninguém deve descartar a possibilidade de fazer implantes apenas por causa da idade ou de uma perda óssea inicial”, afirma Bruno Cantharino.
Mais do que devolver a estética do sorriso, os implantes proporcionam ganhos importantes para a qualidade de vida. A recuperação da capacidade mastigatória favorece a alimentação, melhora a fala, aumenta a estabilidade em relação às próteses removíveis e contribui para o convívio social e a autoestima.
“Quando o paciente volta a mastigar com segurança e recupera a confiança para sorrir, o impacto vai muito além da boca. Estamos falando de mais autonomia, bem-estar e qualidade de vida, especialmente na terceira idade”, enfatiza o cirurgião.
Para Bruno Cantharino, o envelhecimento não deve ser encarado como um impedimento para cuidar da saúde bucal.
“Com técnicas menos invasivas, planejamento individualizado e uma avaliação criteriosa, conseguimos oferecer tratamentos seguros para pacientes de diferentes idades. O mais importante não é a idade cronológica, mas sim a condição clínica de cada pessoa”
bruno cantharino
Foto: Magnific




