Salvador recebe, a partir desta quarta-feira (1º) até sexta (3), a primeira edição do NZO OLORIN – Festival Música de Terreiro, que levará ao Centro Histórico (incluindo o Pelourinho) uma programação gratuita com apresentações musicais, oficinas e painéis voltados à valorização das tradições de matriz africana.
Promovido pelo Ministério da Igualdade Racial, em parceria com o Governo da Bahia, por meio da Secult e SEPROMI, o evento ocupará espaços como o Largo Quincas Berro D’Água, Largo Tereza Batista, na Praça das Artes Mestre Neguinho do Samba, Espaço Cultural da Barroquinha, Escola de Dança da FUNCEB e Casa da Igualdade Racial.

A abertura oficial será nesta quarta-feira (1º), a partir das 16h30, com cortejo do Grupo Alafin Oyó, seguido da cerimônia institucional, às 17h30, no Largo Quincas Berro D’Água. A ministra da Igualdade Racial, Rachel Barros, é aguardada na cerimônia. Na sequência, o público acompanha os primeiros shows do Festival Música de Terreiro, com apresentações de Pai Alfredo (RS), Grupo Coletivo Cultural Bariri (MA) e Pradarrum – Ogan Gabi Guedes (BA).
Além dos espetáculos, a programação inclui debates sobre autonomia econômica, patrimônio cultural afro-brasileiro, direitos, juventude e preservação dos saberes ancestrais. Também serão realizadas oficinas sobre ritmos tradicionais, percussão, saúde da população negra, turismo de base comunitária e musicalidade de diferentes tradições de terreiro, com atividades distribuídas entre a Escola de Dança da FUNCEB e a Casa da Igualdade Racial.

Na quinta-feira (2), o festival concentra sua programação artística no Largo Quincas Berro D’Água, reunindo grupos de diferentes regiões do país. Entre as atrações confirmadas estão Movimento de Jovens Afrodescendentes do Amapá, Afoxé Ogum Pá (DF), Grupo Mahamba Xêtu (SP), Caravana Cultural (CE), Ilu Ofá (PB), Som da Negrada (BA), Mesa de Ogans (BA) e Orquestra Afro Gongombira (BA).
Pela manhã, a organização sugere que os convidados acompanhem o tradicional Cortejo do 2 de Julho, onde uma carta assinada por Ogãs de Salvador vai ser entregue aderindo ao pacto contra o feminicídio.
O encerramento, na sexta-feira (3), terá novos painéis e oficinas durante a tarde e, às 18h, apresentações na Praça das Artes com Treme Terra (RJ) e Bumbo Paulista (SP), Ilù Batá (RS) e Projeto Alujá (RS), Tambor de Aruanda (PA), Grupo Ofá (BA) e Grupo Omo Obá (BA).
Alinhado à Política Nacional de Terreiros, o NZO OLORIN deve receber cerca de 5 mil pessoas ao longo dos três dias. As apresentações têm acesso livre, enquanto as oficinas e painéis são gratuitas, mas exigem inscrição prévia pela plataforma Sympla [ https://www.sympla.com.br/evento/nzo-olorin-festival-nacional-de-musica-de-terreiro/3472729]. Mais informações no Instagram @ministerioigualdaderacial.
Serviço NZO OLORIN – Festival de Música de Terreiro Quando: 1º a 3 de julho de 2026 Onde: Centro Histórico de Salvador Quanto: Gratuito
Crédito das fotos: Divulgação




