Óbitos são investigados, passageiros apresentam sintomas respiratórios e cruzeiro segue sem autorização para desembarque em Cabo Verde
Autoridades internacionais investigam uma série de mortes e casos suspeitos de hantavírus registrados entre abril e início de maio a bordo de um cruzeiro que navega pela costa africana. Até o momento, três óbitos foram confirmados entre passageiros de diferentes nacionalidades, enquanto outros casos seguem sob monitoramento médico.
O primeiro registro ocorreu em 11 de abril, quando um passageiro holandês morreu durante a viagem. Dias depois, a esposa dele também faleceu após passar mal fora do navio. Em 27 de abril, um turista britânico de 69 anos precisou ser evacuado de helicóptero e permanece internado em UTI em Joanesburgo, onde foi identificada uma variante do hantavírus. Já no início de maio, um passageiro alemão morreu, elevando a preocupação das autoridades sanitárias.
Além dos óbitos, dois tripulantes apresentaram sintomas respiratórios e receberam atendimento médico, mas não há confirmação de infecção pelo vírus nesses casos.
Diante do cenário, Cabo Verde mantém contato com autoridades internacionais, avalia possíveis evacuações médicas e informou que não permitirá o desembarque do navio neste momento. A operadora estuda seguir viagem até as Ilhas Canárias, onde os passageiros poderiam receber atendimento e passar por novos exames.
A bordo, foram adotadas medidas de contenção, como isolamento de casos suspeitos, reforço nos protocolos de higiene e monitoramento constante dos passageiros.
Sobre o hantavírus
Transmitido principalmente por roedores, o hantavírus pode causar doenças respiratórias graves e, embora raro, pode ser fatal. Apesar da gravidade do episódio, a Organização Mundial da Saúde (OMS) considera que o risco para a população em geral é baixo.
Foto: CruiseMapper




