Chanel aposta em expansão no mercado chinês diante da repercussão positiva das primeiras coleções do estilista Matthieu Blazy
A Chanel anunciou a abertura de novas lojas na China, apostando no fortalecimento do mercado local e na repercussão positiva das primeiras coleções assinadas por Matthieu Blazy, que assumiu a direção criativa da maison no ano passado.
Segundo informações divulgadas pelo Financial Times, a chegada das peças de Blazy às lojas, em março deste ano, impulsionou o engajamento nas redes sociais e ajudou a renovar o interesse pela marca em meio à desaceleração global do setor de luxo.
A CEO da Chanel, Leena Nair, afirmou ao jornal britânico que os primeiros indicadores relacionados ao trabalho do estilista são positivos, com forte adesão de clientes antigos e de novas gerações.
Em 2025, a Chanel registrou crescimento orgânico de 2% nas vendas, alcançando US$ 19,3 bilhões. O lucro operacional subiu 5%, para US$ 4,7 bilhões, após queda significativa no ano anterior.
Apesar da retração de 0,8% na região Ásia-Pacífico, a empresa informou que as vendas na China, Hong Kong e Taiwan voltaram a crescer no quarto trimestre de 2025 e mantiveram desempenho positivo nos primeiros meses deste ano.
A marca também reforçou sua expansão no país asiático. No último ano, a Chanel reabriu uma boutique em Xangai, inaugurou cinco lojas de beleza e planeja abrir um segundo salão privado voltado a clientes de alto padrão na cidade ainda em 2026.
Executivos da companhia afirmaram que a expansão continuará de forma seletiva na China.




