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Nutróloga destaca potencial da tirzepatida no tratamento do lipedema

Suzana Viana destaca que medicamento usado para emagrecimento e diabetes mostra potencial para atuar na inflamação e na dor da doença

A tirzepatida, medicamento que vem ganhando destaque no tratamento da obesidade e do diabetes tipo 2, pode se tornar uma nova aliada no controle do lipedema. Embora ainda não existam estudos clínicos específicos sobre a condição, pesquisas recentes indicam que o remédio pode atuar em mecanismos importantes da doença, como inflamação, fibrose e alterações metabólicas do tecido adiposo.

Segundo a médica nutróloga Suzana Viana, o possível uso da tirzepatida representa uma mudança importante na forma de tratar a condição.

“Durante muito tempo, o lipedema foi tratado como se fosse apenas excesso de peso. Hoje sabemos que existe um componente inflamatório e metabólico importante por trás da doença”

suzana viana

O lipedema é frequentemente confundido com obesidade, mas possui características próprias. Entre elas estão a dificuldade de reduzir a gordura nas áreas afetadas, mesmo com dieta e exercícios, além de dor ao toque e tendência ao surgimento de hematomas. A doença crônica afeta principalmente mulheres e provoca acúmulo de gordura, dor e inchaço, especialmente nas pernas.

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“Mesmo com dieta, atividade física e até cirurgia bariátrica, a gordura tende a persistir. Isso mostra que estamos lidando com um tecido adiposo diferente, metabolicamente alterado”, destaca Suzana Viana.

Estudos mostram que os efeitos da tirzepatida vão além do controle da glicose e do apetite. O medicamento pode reduzir a inflamação e melhorar o funcionamento das células de gordura, fatores envolvidos no lipedema. Para Suzana, esse é o principal ponto de interesse.

“O uso da tirzepatida não se limita à perda de peso. Existe potencial de atuação nos mecanismos centrais da doença, como inflamação crônica, resistência metabólica e alterações do tecido adiposo”

suzana viana

Em pesquisas com pessoas com obesidade, o medicamento demonstrou perda de peso superior a 20%, além de melhora em indicadores metabólicos relevantes. Esses achados levantam a hipótese de benefícios também para pacientes com lipedema. Ainda assim, a médica alerta para a necessidade de cautela. “Não existem, até o momento, estudos clínicos específicos em pacientes com lipedema. As evidências atuais são indiretas e precisam ser confirmadas em pesquisas direcionadas”.

Suzana também reforça que o tratamento deve ser individualizado. Atualmente, o tratamento do lipedema inclui drenagem linfática, uso de meias de compressão, prática de exercícios físicos e, em alguns casos, cirurgia.

“Nem toda paciente com lipedema terá indicação para esse tipo de medicamento. A avaliação médica é essencial para definir a melhor estratégia”

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Crédito foto: Freepik

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Sobre o autor

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Gabriela Bandeira é jornalista com mais de 21 anos de atuação no mercado, empresária, Head da Agência Comunicando Ideias e Editora Online da revista Viver Vitória.