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Maio Amarelo: o papel dos anestesiologistas no atendimento às vítimas no trânsito

Especialistas atuam desde a estabilização e controle da dor até cirurgias de alta complexidade, com impacto direto na sobrevivência das vítimas

Em meio à campanha do Maio Amarelo, movimento internacional de conscientização para a redução de sinistros de trânsito, os dados mais recentes reforçam a dimensão dos acidentes no Brasil e a importância da estrutura hospitalar para salvar vidas. Em 2025, o país registrou 72.483 ocorrências em rodovias federais, com 6.044 mortes e mais de 83 mil feridos, uma média de 16 óbitos por dia.

Grande parte das vítimas chega aos hospitais em estado grave, exigindo resposta rápida e altamente especializada. O diretor de tecnologia e informação da Cooperativa dos Médicos Anestesiologistas da Bahia (Coopanest-BA), César Fontenelle, destaca o papel da anestesia e dos profissionais responsáveis por ela nesses momentos.

“Em situações de trauma, como acidentes automobilísticos, somos fundamentais para estabilizar o paciente, controlar a dor e viabilizar procedimentos que salvam vidas. A anestesiologia garante as condições clínicas necessárias para que o paciente enfrente uma cirurgia, muitas vezes em estado crítico e com múltiplas lesões”

césar Fontenelle

A administração da anestesia nessas situações é desafiadora e exige decisões ágeis e adaptação constante.

Anestesia

“A redução de complicações torna-se prioridade máxima. Mesmo diante das limitações impostas pelo caráter imprevisto da situação, são adotadas estratégias para minimizar riscos. A expertise clínica e o conhecimento aprofundado permitem ajustes precisos, de acordo com as condições do paciente”, ressalta Fontenelle.

Segundo o médico, a complexidade da anestesia em emergências também envolve o monitoramento contínuo das funções vitais durante todo o procedimento.

“A rápida resposta a qualquer sinal de instabilidade é essencial, garantindo intervenção imediata em caso de complicações. Nesse contexto, tecnologias avançadas de monitoramento oferecem uma visão contínua e detalhada do estado do paciente”

César Fontenelle

Além disso, a comunicação entre os membros da equipe cirúrgica é decisiva para o sucesso do atendimento. “A coordenação entre cirurgiões, enfermeiros e anestesiologistas assegura uma abordagem integrada, mantendo a segurança e o bem-estar do paciente como prioridade”, pontua.

Sobre a Coopanest-BA

A Cooperativa dos Médicos Anestesiologistas da Bahia foi fundada em 2 de julho de 1985, inicialmente como COPAS – Cooperativa dos Anestesiologistas de Salvador. Em 1991, passou a se chamar Coopanest-BA, ampliando sua atuação para todo o estado.

Ao longo de quatro décadas, a cooperativa se consolidou na defesa dos interesses dos anestesiologistas, com serviços de excelência reconhecidos nacionalmente, investimento contínuo em tecnologia e iniciativas que fortalecem a especialidade na Bahia.

Crédito da foto: Magnific

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Sobre o autor

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Gabriela Bandeira é jornalista com mais de 21 anos de atuação no mercado, empresária, Head da Agência Comunicando Ideias e Editora Online da revista Viver Vitória.