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Audiência pública discute o Carnaval no circuito Barra-Ondina

Audiência pública sobre o Carnaval discute mudanças no circuito Barra-Ondina em Salvador

A Câmara Municipal de Salvador (CMS) e a Comissão Parlamentar do Carnaval realizam, na próxima quinta-feira (16), às 19h, uma audiência pública para debater o Carnaval no circuito Barra-Ondina. O encontro acontece no Clube Espanhol e deve reunir moradores, empresários, autoridades e representantes de diferentes setores envolvidos na organização da festa.

A audiência sobre o Carnaval na Barra tem como objetivo discutir experiências, desafios e possíveis ajustes no funcionamento do evento, considerado um dos principais atrativos turísticos da capital baiana.

clube espanhol

Impactos do Carnaval na Barra entram em debate

De acordo com a Prefeitura de Salvador, o Carnaval deste ano reuniu mais de 12,5 milhões de pessoas e contabilizou mais de 2,3 mil horas de música, incluindo o pré-Carnaval. Já o Governo do Estado informou que a nova Rodoviária da Bahia registrou mais de 170 mil viajantes no período, enquanto a rede hoteleira alcançou 95% de ocupação, com picos de 100% nos hotéis localizados nos circuitos. Ao todo, mais de 3,8 milhões de turistas visitaram a Bahia, gerando cerca de R$ 8,1 bilhões para a economia.

Posicionamento da Associação de Moradores da Barra

Procurada pela Viver Vitória, a presidente da Associação de Moradores da Barra (AmaBarra), Caroline Silva, comentou sobre a expectativa e interesses dos moradores em relação à audiência:

“O primeiro ponto é que a Barra é um bairro residencial. A população cresceu, a festa também se expandiu, e isso exige mudanças estruturais que acompanhem essa nova realidade.A audiência pública é o momento que os moradores tem para levar suas experiências, preocupações e sugestões sobre os impactos do Carnaval no nosso dia a dia — mobilidade, ordenamento, poluição sonora, infraestrutura e qualidade de vida.”

Em manifesto, a AmaBarra pontua que a participação na audiência pública não é para pedir o “fim” da festa, mas para que o Carnaval “respeite os limites do bairro”. O foco, segundo a associação, é a “readequação” do circuito para um “modelo sustentável que garanta a segurança de todos”.

“A Amabarra defende um reordenamento do Carnaval no Circuito Dodô focado na capacidade de carga, propondo a transição para um modelo com trios menores, blocos de fanfarras e redução do impacto logístico para proteger o patrimônio histórico e a qualidade de vida local. As demandas incluem a participação deliberativa das associações de moradores no COMCAR, mitigação de impactos físicos, como a poluição sonora, ambiental e visual, e a instituição de contrapartidas fiscais, como o ‘Fator Carnaval’ no IPTU.”, diz outra parte do documento.

Crédito das fotos: Valter Pontes/Secom | Divulgação/Clube Espanhol

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