Mostra com curadoria de Thais Darzé abre em 12 de novembro, em parceria com a Paulo Darzé Galeria, e aproxima o público da trajetória de um dos nomes da arte baiana
A produção de J. Cunha ganha espaço no Centro Histórico de Salvador a partir de 12 de novembro. O Palacete Tirachapéu recebe a exposição “J. Cunha – A invenção de uma linguagem”, realizada em parceria com a Paulo Darzé Galeria e com curadoria de Thais Darzé. A mostra reúne trabalhos de diferentes períodos e temáticas da trajetória do artista, reconhecido por uma linguagem visual marcada pelo diálogo com as culturas afro-indígenas e a cultura popular nordestina.
Nascido em Salvador, em 1948, José Antônio Cunha iniciou seus estudos artísticos na Escola de Belas Artes da Universidade Federal da Bahia (UFBA). Ao longo da carreira, desenvolveu trabalhos como artista plástico, designer gráfico, cenógrafo e figurinista, explorando diferentes suportes e referências culturais.


Uma linguagem atravessada pela ancestralidade
A obra de J. Cunha se caracteriza pela pesquisa e transformação de referências das culturas afro-indígenas e populares brasileiras em um universo visual próprio, com elementos simbólicos, míticos e intuitivos. Sua trajetória também está ligada à história do carnaval de Salvador: durante 25 anos, o artista assinou a concepção visual e estética do bloco afro Ilê Aiyê, contribuindo para a construção de uma identidade reconhecida dentro e fora da Bahia.

Além do trabalho com o bloco, Cunha participou de bienais e exposições no Brasil e no exterior, levando sua produção a diferentes circuitos artísticos. Sua atuação também alcançou a dança, o teatro e a música, em projetos de cenografia e figurino.
Arte e circulação no Centro Histórico
A exposição chega ao Palacete por meio de uma parceria com a Paulo Darzé Galeria, que acumula mais de quatro décadas de atuação na cena artística baiana. A iniciativa amplia a presença das artes visuais na programação do edifício e propõe aproximar a produção de J. Cunha de públicos que circulam pelo espaço.
Para Thais Darzé, diretora da galeria e curadora da mostra, ocupar novos espaços com a arte contribui para a formação de repertório cultural e para o reconhecimento de trajetórias importantes da história baiana.
O fundador da galeria, Paulo Darzé, também destaca o papel das instituições na valorização dos artistas, na preservação de suas trajetórias e na formação de público. Já Marcelo Magalhães, presidente do Palacete Tirachapéu, aponta a parceria como parte da proposta de integrar a arte ao cotidiano do espaço e ampliar as conexões com a cidade.
A abertura da mostra coincide com o início do Palacete Arte | Trama – 1ª Feira de Arte Contemporânea da Bahia, que acontece de 12 a 15 de novembro, e integra uma programação que também inclui o Salvador Cocktail Festival, realizado entre os dias 10 e 16. A concentração de iniciativas transforma a Rua Chile em ponto de encontro para diferentes experiências culturais durante o mês.

Serviço: J. Cunha – A invenção de uma linguagem
- Abertura: 12 de novembro de 2026
- Local: Palacete Tirachapéu, Rua Chile, Centro Histórico de Salvador
- Realização: Palacete Tirachapéu e Paulo Darzé Galeria
- Curadoria: Thais Darzé
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Imagem na capa: Reprodução/ocalendar.io




