Decisão do FDA e novas pesquisas indicam que a terapia hormonal, quando bem indicada, é segura e contribui para o bem-estar físico e mental no climatério e na menopausa
A retirada da advertência de “caixa preta” dos medicamentos usados na Terapia de Reposição Hormonal (TRH), anunciada pela Food and Drug Administration, marca um avanço relevante no cuidado à saúde da mulher no climatério e na menopausa.
Segundo a ginecologista Ana Verena Colonnezi, a decisão corrige um temor histórico ao reconhecer que não há associação direta entre a reposição hormonal e o câncer de mama.
“Os benefícios da reposição hormonal já estavam bem estabelecidos na literatura científica. O problema é que, por muito tempo, a advertência nas bulas afastou mulheres de um tratamento que melhora qualidade de vida e saúde global”, afirma.

Além do alívio de sintomas como ondas de calor, insônia e alterações de humor, a TRH apresenta efeitos positivos na saúde óssea, cardiovascular, metabólica, cognitiva e no bem-estar emocional. Estudos mais recentes demonstram que os riscos observados no passado estavam relacionados à idade avançada das pacientes, ao início tardio da terapia, às doses elevadas e ao tipo de hormônio utilizado — fatores que hoje são criteriosamente avaliados na prática clínica.
Para Ana Verena Colonnezi, o desafio agora é informacional.
“Não existe terapia padrão. Cada mulher precisa ser avaliada individualmente, considerando histórico clínico, idade, tempo de menopausa e contraindicações. A menopausa não deve ser encarada como o fim da vitalidade, mas como uma fase que pode ser vivida com saúde e autonomia, desde que haja acompanhamento médico adequado”, pontua.
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