Mostras abordam identidade, memória e questões sociais; seguem em cartaz até março de 2026
O Museu de Arte Contemporânea da Bahia (MAC Bahia) apresenta duas exposições simultâneas que ampliam o panorama da arte contemporânea no estado: “Do pranto o oceano, e nadamos no amor”, do artista Zéh Palito, e “Olho Nu”, retrospectiva do fotógrafo e artista plástico Vik Muniz. Ambas têm entrada gratuita e estão abertas ao público na sede do museu, no bairro da Graça, em Salvador.
Em exibição até 22 de fevereiro de 2026, “Do pranto o oceano, e nadamos no amor” representa a primeira exposição individual de Zéh Palito em um museu brasileiro e também a maior realizada pelo artista no país. Com curadoria de Daniel Rangel, a mostra reúne pinturas, esculturas, instalações, um mural e uma escultura inflável em forma de cacho de bananas, produzidos entre 2022 e 2025.
A produção de Zéh Palito se destaca pelo uso intenso das cores e por referências ao tropicalismo, abordando a valorização da cultura negra e a presença de pessoas negras em espaços de poder. A exposição inclui ainda uma série inédita dedicada a nomes fundamentais da arte baiana, como Emanoel Araújo, Mestre Didi, Yedamaria, Estevão Silva e Rubem Valentim.


Já a exposição “Olho Nu”, em cartaz até 29 de março de 2026, reúne obras criadas por Vik Muniz ao longo de mais de três décadas de carreira. A retrospectiva apresenta séries fotográficas e trabalhos tridimensionais que evidenciam as transformações estéticas e conceituais do artista ao longo do tempo.
O recorte curatorial propõe uma reflexão sobre desigualdades sociais, silenciamentos históricos e construção da memória coletiva no Brasil, utilizando diferentes linguagens visuais para provocar o público a repensar temas ligados à identidade e à representação social.


As duas exposições podem ser visitadas no MAC Bahia, localizado na Rua da Graça, com funcionamento de terça a domingo, das 10h às 20h, com entrada gratuita.
Crédito da Fotos (Exposição Zéh Palito): Luciana Costa
Crédito das Fotos (Exposição Vik Muniz): Divulgção/Gleyson Ramos e Reprodução/@institutorb




