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LPC fala sobre prevenção do HPV e do câncer do colo do útero

Com maior atenção à saúde feminina, cresce a conscientização sobre prevenção, diagnóstico precoce e vacinação contra o HPV — principal agente do câncer de colo do útero

Por muito tempo, a atenção à saúde da mulher esteve concentrada quase exclusivamente no período da gestação. Nas demais fases da vida, pouco se falava sobre prevenção e promoção de bem-estar. Nos últimos anos, no entanto, a saúde feminina vem ganhando destaque, impulsionada por campanhas, estudos e políticas públicas que ampliam o cuidado integral e a informação.

Entre os temas de maior relevância estão o HPV (Papilomavírus Humano) e o câncer do colo do útero, doenças que, apesar de graves, podem ser amplamente prevenidas.

O HPV é um vírus altamente prevalente, transmitido principalmente pelo contato sexual. Estima-se que mais da metade das mulheres sexualmente ativas no Brasil já tenha tido contato com o vírus em algum momento da vida. Em muitos casos, a infecção é assintomática e desaparece espontaneamente, mas alguns subtipos têm potencial cancerígeno, podendo causar lesões precursoras do câncer de colo do útero.

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Os sintomas, quando aparecem, podem incluir sangramento, secreção vaginal, dor abdominal e verrugas genitais. O diagnóstico é feito por meio de exames clínicos e laboratoriais, realizados em consultas ginecológicas periódicas, fundamentais para a detecção precoce.

A vacinação contra o HPV é o método mais eficaz de prevenção. Indicada para meninas e meninos a partir dos 9 anos, preferencialmente antes da primeira relação sexual, a vacina também pode ser aplicada em outras faixas etárias. O uso do preservativo ajuda a reduzir a transmissão, mas não oferece proteção total — reforçando a importância da imunização e do acompanhamento médico.

O câncer do colo do útero, causado majoritariamente pelo HPV, afeta principalmente mulheres com mais de 25 anos. Embora sua incidência venha diminuindo, ainda é o quarto tipo mais comum entre as brasileiras. A boa notícia é que 44% dos casos são detectados ainda em fase inicial, quando o tratamento tem altíssimas taxas de cura.

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Fatores de risco

  • Infecção pelo HPV
  • Início precoce da vida sexual
  • Múltiplos parceiros
  • Tabagismo
  • Baixa imunidade
  • Falta de acompanhamento ginecológico
  • Más condições de higiene
  • Histórico familiar

Nas fases iniciais, o câncer costuma ser assintomático. Em estágios mais avançados, podem surgir sangramento vaginal fora do período menstrual ou após relações sexuais, corrimento escuro com odor forte, dor abdominal e lombar, hemorragias, perda de apetite e peso, além de obstrução das vias urinárias e intestinos.

Prevenção

  • Vacina contra o HPV: indicada a partir dos 9 anos para meninas e meninos.
  • Uso de camisinha: essencial para reduzir o risco de infecções sexualmente transmissíveis.
  • Exames preventivos regulares: como o Papanicolau, fundamental para o diagnóstico precoce.

A ampliação do acesso à informação e aos serviços de saúde é essencial para garantir que mais mulheres possam se proteger, se cuidar e viver com qualidade.

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