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Lei para proteger crianças em ambientes digitais é sancionada; confira

Regras entram em vigor em seis meses e objetivo é proteger o público infantojuvenil no uso de aplicativos, jogos eletrônicos, redes sociais e programas de computador

O Brasil acaba de dar um passo importante rumo a um ambiente digital mais seguro para crianças e adolescentes. Com a sanção presidencial, no período de um ano entra em vigor a lei que estabelece diretrizes inéditas para a proteção da infância no meio online.

A legislação funciona como ferramenta para que empresas de tecnologia, famílias e órgãos públicos colaborem na construção de um espaço digital menos vulnerável a riscos. O texto prevê medidas como aprimoramento na verificação de idade, oferta de recursos de supervisão parental, criação de uma autoridade nacional autônoma para regulamentação e fiscalização e a possibilidade de sanções a quem descumprir as regras.

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Sanção do Projeto de Lei n° 2628/2022, sobre proteção de crianças e de adolescentes em ambientes digitais (ECA Digital) | Foto: Ricardo Stuckert

Para Alessandra Tanure, especialista em Direito Digital no âmbito de proteção de direitos de personalidade de crianças e adolescentes, trata-se de um marco regulatório simbólico e necessário.

“Estamos diante de um avanço importante. Essa lei é um instrumento jurídico que cria caminhos para que crianças e adolescentes tenham um ambiente digital mais seguro. O impacto virá da forma como empresas, Estado e famílias farão esse dispositivo valer na prática”, afirma.

O texto prevê que a norma entre em vigor em seis meses após sua publicação oficial, prazo em que plataformas, órgãos públicos e responsáveis legais deverão se preparar para colocar em prática as novas exigências. “Esse período de transição é estratégico. É quando será possível ajustar mecanismos técnicos e, principalmente, promover uma conscientização social de que a proteção digital da infância é responsabilidade compartilhada”, reforça Tanure. Segundo a especialista, a lei inaugura um novo capítulo no debate sobre responsabilidade digital no Brasil.

alessandra tanure

“Será um instrumento para estimular mudanças estruturais. A infância precisa ser prioridade na internet, e essa legislação abre espaço para que esse compromisso seja assumido coletivamente”, conclui.

Fotos: Divulgação/Banco de Imagens

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