O sarampo, uma das doenças infecciosas mais contagiosas conhecidas, voltou a acender um sinal de alerta para autoridades de saúde e instituições médicas. Embora o Brasil tenha alcançado o controle da doença nos últimos anos, o cenário internacional e a queda na cobertura vacinal colocam o país em risco de novos surtos.
Segundo dados divulgados pela Organização Mundial da Saúde (OMS), mais de 160 mil casos de sarampo foram confirmados em 2025, distribuídos em 173 países. As Américas registram surtos ativos, com ocorrências recentes em países vizinhos como Bolívia, Paraguai e Argentina. No Brasil, casos já foram confirmados neste ano, reforçando a necessidade de atenção redobrada.
O sarampo é uma doença viral de rápida transmissão, que pode evoluir para quadros graves, como pneumonia, inflamação do cérebro (encefalite) e, em situações mais extremas, levar à morte — especialmente em crianças pequenas, idosos e pessoas com imunidade comprometida.

Vacinação é a principal forma de prevenção
O Laboratório LPC destaca que a vacina tríplice viral, que protege contra sarampo, caxumba e rubéola, é segura, eficaz e fundamental para impedir a circulação do vírus. Para garantir a chamada imunidade coletiva, a cobertura vacinal precisa atingir 95% da população, percentual que ainda não foi alcançado de forma consistente no país.
Atualmente, muitas regiões brasileiras apresentam índices abaixo do recomendado, o que amplia a vulnerabilidade da população e favorece a reintrodução do vírus, sobretudo em um contexto de intensa circulação internacional de pessoas.
Esquema vacinal:
- Dose zero: para crianças de 6 meses a 11 meses e 29 dias em áreas de risco (dose extra, que não substitui as da rotina);
- 1ª dose: aos 12 meses, com a vacina tríplice viral;
- 2ª dose: aos 15 meses, também com a tríplice viral;
- Adolescentes e adultos até 29 anos: duas doses, caso não haja comprovação vacinal;
- Adultos de 30 a 59 anos: uma dose, se não vacinados;
- Pessoas a partir de 60 anos: uma dose, na ausência de registro anterior, mediante orientação médica.

Cobertura abaixo da meta
Apesar de avanços recentes, os índices nacionais seguem inferiores ao ideal. Em 2021, a cobertura da primeira dose foi de 74,9%, e da segunda, 53,2%. Em 2023, esses números subiram para 86,9% e 63,5%, respectivamente. Já em 2024, a cobertura alcançou 91% na primeira dose e 80% na segunda. Em 2025, os dados indicam 91,5% para a primeira dose e 75,5% para a segunda — ainda aquém da meta de 95% para ambas.
Responsabilidade coletiva
O aumento global de casos reforça que o sarampo continua sendo uma ameaça real à saúde pública. A entrada de viajantes não vacinados, brasileiros ou estrangeiros, oriundos de regiões com circulação ativa do vírus, representa um risco constante de reintrodução da doença em qualquer parte do país.
Para o Laboratório LPC, além da vacinação, é essencial manter uma vigilância epidemiológica eficiente, com diagnóstico rápido e resposta imediata diante de casos suspeitos. Vacinar-se, destaca a instituição, vai além da proteção individual: é um compromisso coletivo que protege comunidades inteiras e evita o retorno de epidemias já controladas no Brasil.
LPC | Laboratório e Vacinas
Av. Centenário 54 - Garcia
Contato: 71 2203-9955
Fotos: Divulgação/Freepik




