Em Salvador, o mês de agosto é marcado por uma das maiores manifestações de fé e solidariedade do país: a Festa de Santa Dulce dos Pobres. Milhares de fiéis participam de missas, procissões e ações sociais em homenagem à religiosa baiana, canonizada em 2019. Mas há um detalhe que desperta curiosidade: por que a data oficial da celebração é 13 de agosto?
A resposta para esta pergunta está nas tradições da Igreja Católica. Normalmente, a festa litúrgica de um santo ocorre na data de seu falecimento, considerado o “nascimento para a vida eterna”. No caso de Irmã Dulce, o dia 13 de março, que foi a data de sua morte, cai sempre durante a Quaresma, conhecido como um período de recolhimento e penitência no calendário católico, quando não se realizam celebrações festivas.

Para que as homenagens pudessem incluir momentos de alegria, como procissões, shows e atividades culturais, a Arquidiocese de Salvador, em acordo com o Vaticano, transferiu a data para 13 de agosto. A escolha também carrega significado especial: é o aniversário da fundação da Congregação das Missionárias da Imaculada Conceição da Mãe de Deus, instituto religioso ao qual Irmã Dulce pertenceu e que foi fundamental para a sua missão.
Além disso, agosto marca o período em que muitas de suas obras sociais se consolidaram na capital baiana, reforçando o simbolismo da data. Assim, o 13 de agosto se tornou um marco no calendário religioso e cultural da Bahia, celebrando não apenas a espiritualidade da santa, mas também seu compromisso com os mais pobres, que segue inspirando fiéis e admiradores em todo o país.
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