Após anos como queridinho do universo saudável e das redes sociais, o matcha enfrenta um momento de escassez global devido à demanda crescente
No Brasil, a procura pelo produto cresce em ritmo ainda mais acelerado do que no restante do mundo, abrindo espaço para uma nova estrela no mercado de bebidas: o hojicha. Primo próximo do matcha, o hojicha também é feito a partir das folhas do chá-verde (Camellia sinensis), mas passa por um processo de torra que transforma não apenas a cor, mas também o sabor da bebida. O resultado são notas terrosas, com nuances de noz e caramelo, menos amargas e mais suaves ao paladar.
Assim como o matcha, ele pode ser consumido puro ou em versões latte, misturado ao leite – quente ou gelado – o que vem conquistando cafeterias e marcas de bebidas especiais ao redor do mundo. Além do sabor mais adocicado e aromático, o hojicha possui um teor de cafeína mais baixo, o que o torna uma opção interessante para quem busca reduzir o consumo da substância.

No Brasil, o consumo de chás apresenta um cenário promissor. Segundo dados da Euromonitor, entre 2013 e 2020 houve um aumento de 25%, quase o dobro da média mundial de 13%. A busca por bebidas saudáveis, livres de açúcar e com baixo teor calórico é o motor dessa expansão. A expectativa é que o mercado brasileiro de chá cresça 43% entre 2019 e 2023, alcançando um valor estimado de R$ 1,5 bilhão.
Com a popularização de cafeterias artesanais e o interesse por experiências gastronômicas orientais, especialistas acreditam que o hojicha tem potencial para repetir – ou até superar – o fenômeno do matcha nos próximos anos.
Fotos: Divulgação/Banco de Imagens




