Fevereiro Roxo
Viver Bem

Fevereiro Roxo reforça conscientização sobre fibromialgia

Campanha chama atenção para sintomas, desafios do diagnóstico e a importância do tratamento multidisciplinar

A campanha Fevereiro Roxo dá destaque à conscientização sobre a fibromialgia, condição crônica marcada por dor generalizada e impacto significativo na qualidade de vida. Embora não tenha cura, pode ser controlada com acompanhamento adequado, permitindo mais funcionalidade, autonomia e bem-estar aos pacientes.

Segundo a anestesiologista e coordenadora do Itaigara Memorial Clínica da Dor, Anita Rocha, a doença, que já acomete 5% da população mundial e 2,5% na população brasileira, ainda enfrenta desafios importantes no diagnóstico. “É uma condição complexa, sem alterações visíveis em exames tradicionais, o que muitas vezes leva à desvalorização da dor do paciente. O diagnóstico é clínico e exige escuta qualificada, avaliação criteriosa e acompanhamento contínuo”, afirma.

Em janeiro deste ano, entrou em vigor a Lei nº 15.176/2025, que reconhece a fibromialgia como uma condição passível de enquadramento como deficiência no Brasil. A legislação representa um avanço no reconhecimento da dor crônica, amplia o debate sobre inclusão e acessibilidade e fortalece a garantia de direitos para milhões de pessoas que convivem diariamente com a doença.

De acordo com Anita Rocha, o impacto vai além da dor física. “A fibromialgia afeta a vida social, profissional e emocional. Por isso, o tratamento precisa ser individualizado e multidisciplinar”, explica. Entre os sintomas mais frequentes estão dor generalizada e persistente, cansaço extremo, sono não reparador, dores de cabeça recorrentes, formigamento em mãos e pés, dificuldade de concentração e memória, além de alterações emocionais.

Com o tratamento adequado, que envolve tanto o uso de medicamentos quanto a prática de terapias, como fisioterapia e acupuntura, alimentação saudável, prática de exercícios físicos e acompanhamento psicológico é possível que o paciente tenha uma grande melhora na qualidade de vida e possa viver normalmente.

“O exercício é um dos tratamentos mais eficazes. Combate todos os sintomas da doença, incluindo dor, fadiga e problemas de sono. A atividade física ajuda a manter a massa óssea, melhora o equilíbrio, reduz o estresse e aumentar a força. Fazer exercícios regulares também auxilia no controle de peso, o que é importante para reduzir a dor da fibromialgia”, indica a fisioterapeuta do Itaigara Memorial Clínica da Dor, Ana Cássia Baião.

Crédito da foto: Freepik

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Sobre o autor

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Gabriela Bandeira é jornalista com mais de 21 anos de atuação no mercado, empresária, Head da Agência Comunicando Ideias e Editora Online da revista Viver Vitória.