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Excesso de estímulos na infância: Alessandra Tanure faz alerta sobre redes sociais

A educadora e advogada Alessandra Tanure tem provocado debate nas redes sociais ao discutir o conceito de “desinfluência” — termo utilizado para refletir sobre o impacto do excesso de estímulos na infância, especialmente no ambiente digital.

Segundo advogada, o problema não está na ausência de conteúdo, mas justamente no excesso de estímulos, discursos e padrões aos quais crianças e adolescentes são expostos diariamente. Grande parte desse conteúdo digital não é produzido para a faixa etária infantojuvenil e, muitas vezes, chega sem a devida mediação dos pais ou responsáveis.

Desinfluência: termo utilizado para refletir sobre o impacto do excesso de estímulos na infância, especialmente no ambiente digital.

A especialista chama atenção para a presença constante de influências consideradas nocivas, que atravessam telas e ambientes domésticos sem serem identificadas como prejudiciais. Para ela, a naturalização de conteúdos inadequados contribui para a formação de comportamentos e valores sem filtro crítico, impactando o desenvolvimento emocional e social.

Excesso de conteúdo digital

O debate sobre desinfluência também envolve a discussão sobre o papel das redes sociais na infância. Tanure destaca que a exposição prolongada a estímulos digitais pode acelerar processos, antecipar questões próprias da vida adulta e comprometer etapas importantes do desenvolvimento infantil.

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De acordo com a educadora, o excesso de estímulos na infância não se limita ao ambiente virtual, mas se reflete em hábitos, linguagem e padrões de comportamento incorporados no cotidiano.

Mediação dos pais é essencial

No centro da discussão está a responsabilidade dos adultos. Para Alessandra Tanure, a ausência de mediação não representa neutralidade, mas omissão. A falta de diálogo, limites e acompanhamento do consumo digital das crianças pode reforçar referências inadequadas.

A proposta da desinfluência, segundo a especialista, não é censura, mas responsabilidade e presença ativa. A mediação consciente dos pais e responsáveis é apontada como fundamental para equilibrar o uso das redes sociais e preservar o ritmo natural da infância.

Fotos: Freepik

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