Nova estação fará parte da Linha 1, terá cerca de 46 metros de profundidade e deve ser entregue à população em 2029
A futura estação de metrô no Campo Grande deve transformar a mobilidade em uma das regiões mais tradicionais da capital baiana. O projeto faz parte da expansão da Linha 1 do metrô, no chamado Tramo IV, que ligará a Estação da Lapa ao Campo Grande.
Para viabilizar a obra, o Governo da Bahia publicou decretos de desapropriação de mais de 6 mil m² na região do Largo do Campo Grande e da Avenida Santa Rita, no Vale do Canela. A expectativa da Companhia de Transportes do Estado da Bahia (CTB) é que as obras tenham início ainda neste semestre.

Onde ficará a nova estação do metrô no Campo Grande
De acordo com o projeto, a estação será construída em frente ao Teatro Castro Alves (TCA), no espaço onde atualmente funciona a Fundação João Fernandes da Cunha, no Largo do Campo Grande. O projeto arquitetônico prevê uma estrutura que dialoga com os casarões históricos da região, combinando arquitetura contemporânea com o patrimônio urbano existente. A estação contará com:
- 190 vagas de estacionamento
- áreas comerciais
- acessos para pedestres
- estrutura subterrânea de embarque e desembarque
Inicialmente, o projeto previa outro local para a implantação da estação, mas a proposta precisou ser ajustada após recomendações do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), da Prefeitura de Salvador e do Governo do Estado.

Profundidade equivalente a um prédio de 15 andares
A Estação Campo Grande será uma das mais profundas do sistema metroviário da cidade. Segundo a CTB, o equipamento terá aproximadamente 46 metros de profundidade, o equivalente a um edifício de cerca de 15 andares. Com isso, deve superar a estação Campo da Pólvora e se tornar a mais profunda do metrô de Salvador.
O novo terminal será a terceira estação subterrânea da capital, ao lado da Lapa e da própria Campo da Pólvora. Além disso, a nova estação acrescentará 1,105 km de trilhos ao sistema metroviário, conectando o Campo Grande diretamente à Estação da Lapa, principal terminal de integração do transporte público na cidade.
Com a ampliação, o sistema Metrô Salvador–Lauro de Freitas deve se aproximar de 40 km de extensão, consolidando-se como o segundo maior sistema metroviário do Brasil, atrás apenas do sistema de São Paulo. O traçado do novo trecho passará por baixo de importantes vias da cidade, incluindo Avenida Joana Angélica, Politeama e região do Campo Grande.

Investimento ultrapassa R$ 1,1 bilhão
A construção da Estação Campo Grande integra um investimento estimado em R$ 1,162 bilhão. A obra será executada pelo Consórcio Expresso 2 de Julho, formado pelas empresas:
- Álya Construtora
- OECI (Odebrecht Engenharia & Construção)
- Metrô Engenharia
- MPE Engenharia
A previsão da Companhia de Transportes da Bahia é que as obras durem cerca de 40 meses, o equivalente a 3 anos e 4 meses. Caso os trabalhos comecem ainda em 2026, a estimativa é que a estação seja entregue à população no segundo semestre de 2029, já considerando as etapas de testes e comissionamento dos sistemas.
Para viabilizar a construção da estação e das estruturas de ventilação e emergência, o governo estadual determinou a desapropriação de áreas que somam mais de 6 mil m². Parte dessas áreas possui edificações antigas, o que exige acompanhamento de órgãos de preservação patrimonial. Entre os imóveis incluídos no processo estão:
- terreno de 2.959 m² no Largo do Campo Grande
- área de 1.803 m² na Avenida Santa Rita
- espaço de 1.285 m² também na região do Campo Grande
Com o início das intervenções, o tráfego no entorno do Campo Grande deve sofrer alterações temporárias. A CTB informou que poderão ocorrer interrupções parciais de vias, implantação de canteiros de obras e ajustes no fluxo de veículos.
As mudanças devem ocorrer principalmente em trechos próximos ao Largo do Campo Grande e ao Vale do Canela. Segundo o órgão, todas as intervenções serão comunicadas previamente à população.
Fotos: Divulgação/CTB




