Órgão apontou risco ao patrimônio histórico e determinou novo posicionamento da parada no Centro de Salvador
A estação Campo Grande do metrô Salvador teve o projeto alterado após determinação do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), que identificou riscos ao patrimônio histórico da região. A mudança afeta a expansão da Linha 1 do sistema metroviário da capital baiana.
O empreendimento integra o Tramo IV da linha, que ligará a Estação da Lapa ao Campo Grande, no Centro da cidade. No projeto original, a estação Campo Grande metrô Salvador seria construída em frente ao Teatro Castro Alves (TCA), um dos principais equipamentos culturais da capital.
No entanto, segundo o Iphan, a proximidade com bens tombados, como o próprio teatro e o Forte de São Pedro, poderia comprometer a visibilidade e a integridade do patrimônio histórico, contrariando o Decreto-Lei nº 25/1937, que regula a preservação desses bens no Brasil.

Diante disso, o órgão determinou a revisão do projeto. Após a recomendação, a Companhia de Transportes da Bahia (CTB) apresentou uma nova proposta para a estação Campo Grande metrô Salvador, deslocando a estrutura para outro ponto no Largo do Campo Grande.
O projeto revisado foi analisado e recebeu parecer favorável do Iphan no início de março. Além da mudança na localização da estação, também houve ajustes em estruturas subterrâneas, como o reposicionamento de um poço de ventilação e saída de emergência, transferido da Avenida Araújo Pinho para a Avenida Santa Rita.
Estação Campo Grande pode ser entregue até 2029
A ampliação da Linha 1 inclui a construção de um túnel de aproximadamente 1,06 km entre a Lapa e o Campo Grande. O contrato das obras já foi firmado, com prazo estimado de execução de cerca de 40 meses. A previsão é que a expansão seja concluída no segundo semestre de 2029.
O Iphan também recomendou acompanhamento arqueológico durante as obras da Estação Campo Grande, além de monitoramento contínuo de vibração e ruído nas edificações históricas próximas. A autorização do órgão é uma etapa obrigatória em projetos que envolvem áreas com potencial arqueológico ou bens tombados.

Fotos: CCR Metrô/CTB




