Um dos ícones da arquitetura moderna em Salvador, a Casa Coaty, localizada no Pelourinho, avança no processo de requalificação. A Fundação Mário Leal Ferreira contratou os arquitetos Marcelo Ferraz, Marcelo Suzuki e José Minho para desenvolver o projeto executivo, que posteriormente será encaminhado à Prefeitura de Salvador, responsável por autorizar o início das obras.
A escolha do trio reforça a conexão histórica da Casa Coaty com seus criadores. Ferraz e Suzuki integraram a equipe de Lina Bo Bardi, autora de outras obras marcantes na cidade, como a Casa do Bênin. Já José Minho trabalhou diretamente ao lado de Lelé, responsável pelos cálculos estruturais que deram forma à singular cobertura nervurada do espaço.
Após a conclusão da revitalização, a gestão do equipamento cultural será repassada à associação Pivô, que pretende transformar o local em um polo de exposições artísticas e atividades culturais. A previsão é de que o projeto seja entregue até o final de 2025.


Construída em 1989, durante a gestão de Mário Kertész na Prefeitura de Salvador, a Casa Coaty foi pensada inicialmente para funcionar como restaurante no processo de revitalização da Ladeira da Montanha. Nos anos 1990, o local abrigou o emblemático restaurante Zanzibar, mas desde o encerramento das atividades do espaço gastronômico, passou a ser aberto apenas de forma esporádica, em eventos e ocupações artísticas.
No início de 2025, a vice-prefeita e secretária da Secult, Ana Paula Matos, recebeu o diretor-executivo do Instituto Bardi, Lorenzo Gemma, para alinhar ações em torno da requalificação do espaço.
De acordo com Ana Paula, a parceria entre poder público e instituições culturais é essencial para manter viva a memória arquitetônica da cidade. A revitalização da Casa Coaty é um passo fundamental para preservar o legado de Lina Bo Bardi e devolver a esse conjunto urbano sua vitalidade e relevância cultural.

Fotos: Manuel Sá/Arch Daily




