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LiteraturaNews

Bienal do Livro Bahia 2026: Viver Vitória acompanha coletiva e antecipa destaques do evento

Cobertura exclusiva revela bastidores, programação e novidades da Bienal, que acontece no Centro de Convenções Salvador

Quem visita, e muitas vezes apenas percorre, a Bienal do Livro Bahia 2026 talvez não perceba, à primeira vista, o desenho cuidadoso que sustenta cada detalhe do evento. Por trás dos estandes, das mesas e dos encontros, existe uma engrenagem silenciosa que transforma a Bienal em algo que ultrapassa o papel: um movimento cultural, educacional e simbólico que reverbera na cidade.

A Viver Vitória esteve presente na coletiva de imprensa realizada na última terça-feira (17), no Salvador Shopping, e acompanhou de perto esse bastidor, onde a literatura deixa de ser apenas produto e se afirma como experiência, política pública e encontro. Mais do que uma feira, a Bienal se apresenta como um espaço de formação e pertencimento.

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Em sua terceira edição após o retorno ao calendário baiano, em 2022, o evento assume o tema “Bahia – Identidade que ecoa nos quatro cantos do mundo” e amplia sua duração para sete dias de programação, ocupando novamente o Centro de Convenções Salvador. Em entrevista ao portal Viver Vitória, o Diretor Geral do CCS, Cláudio Najar, destacou a importância de um evento como este na cidade de Salvador.

“É fundamental para a cultura incentivar e difundir a literatura, fortalecendo o hábito da leitura. É muito positivo perceber e valorizar esse movimento. A leitura permite que crianças, adolescentes e adultos compreendam, de forma mais ampla, o quanto ela continua sendo essencial”, afirmou.

Responsável pelo espaço que recebe a feira, Cláudio ainda mostra o seu orgulho e empolgação em receber a Bienal do Livro Bahia 2026 no Centro de Convenções. “Para nós, é um privilégio receber, como espaço, um evento dessa magnitude, que ocupa diferentes áreas, traz um conteúdo tão rico e gera uma contribuição tão relevante. É muito gratificante ver as pessoas chegando e saindo felizes, verdadeiramente encantadas com tudo o que a Bienal oferece.”

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Cláudio Najar – Diretor Geral do Centro de Convenções Salvador

O que se constrói é permanência

Durante a coletiva, representantes da organização compartilharam não apenas números e atrações, mas a intenção de consolidar a Bienal como um território de diálogo. Tatiana Zaccaro, diretora-geral da GL Events Exhibitions, empresa responsável pela Bienal, reforçou que existe “uma expectativa de aumento, e de chegarmos a um recorde de cento e vinte mil visitantes ao longo dos sete dias.” O aumento da durabilidade do evento, inclusive, se dá pelo sucesso da edição de 2025.

“[O sucesso] foi tão grande que quase que não coube todo mundo no Centro de Convenções, e a gente teve que aumentar o evento em um dia”, afirmou Tatiana durante a coletiva.

A sensação, para quem acompanhava, era clara: a Bienal do Livro Bahia 2026 não se limita ao calendário, ela se projeta como continuidade.

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Tatiana Zaccaro, Diretora-geral da GL Events

Para a Secretária de Educação do Estado da Bahia, Rowenna Brito, a Bienal do Livro Bahia 2026 “é um espaço de formação de leitores.” Ela ainda reforça a presença do Governo do Estado em prol de estudantes e professores da rede pública de educação da Bahia. Durante a coletiva, Rowenna revelou que a distribuição de vale livros será diferente, com valor ampliado e mais oportunidades para alunos e professores.

“Para nós é muito importante o protagonismo dos nossos estudantes da rede pública do Estado da Bahia. Temos expectativa de reunir mais de 10 mil estudantes”, declarou Rowenna Brito.

A Bienal do Livro Bahia 2026 acontece entre os dias 15 e 21 de abril, no Centro de Convenções Salvador.
Rowenna Brito, Secretária de Educação do Estado da Bahia

Autores e vozes baianas

A programação anunciada reflete essa pluralidade. A Viver Vitória acompanhou a confirmação de nomes que transitam entre diferentes linguagens, territórios e experiências. Entre eles, Douglas Silva, Yacunã Tuxá, Raphael Montes, Pilar del Río, Chico Chico e Julia Quinn, autora da série “Bridgerton“, que atravessou fronteiras ao ganhar adaptação da Netflix.

Para Bruno Henrique, Diretor de Conteúdo e Marketing da GL Events, fazer acontecer um evento literário, numa realidade em que cada vez se lê menos, é fascinante. Ele ainda admite que “quando esse evento acontece na Bahia, acho que a coisa fica ainda mais incrível.

“Acho que tudo que sai daqui, acho que não só a leitura, como todos os outros verticais culturais, elas ganham o mundo; elas representam ao Brasil, que saiu daqui”, afirmou Bruno Henrique.

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Bruno Henrique, Diretor de Conteúdo e Marketing da GL Events

Curadoria como gesto de construção

Se há algo que sustenta a identidade da Bienal do Livro Bahia 2026, é a curadoria, pensada como um gesto de escuta e de construção coletiva. O ator e autor Aldri Anunciação assume o Espaço Além do Livro, enquanto a diretora Mira Silva conduz o espaço infantil, que aposta em experiências sensoriais e imersivas. Para ela, “para essa identidade ecoar e continuar ecoando, é importante que a gente tenha pertencimento sobre o lugar de onde a gente vem.”

“Eu sou porque nós somos. Essa é uma das frases que está nesse espaço, justamente porque a gente acredita na pluralidade, na diversidade, como palavras que precisam ser realmente faladas e pensadas”, declarou Mira durante a coletiva de imprensa.

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Mira Silva e Deco Lipe

A jornalista Tia Má assina a área de Atualidades. Já o espaço literário reúne a escuta sensível de Itamar Vieira Junior e Joselia Aguiar. No universo Young Adult, Deco Lipe propõe diálogos com novas gerações. Deco reforça que, para os jovens leitores, foi preparado um espaço para estar “dialogando com diversos tipos de juventudes, diversos tipos de literatura.”

“A gente vai conversar com autores e autoras que escreveram histórias e com parte do elenco de produção, trazendo esse lugar dos nossos personagens favoritos, quem está fazendo e quem está produzindo atrás das telas”, disse.

A Bienal do Livro Bahia 2026 acontece entre os dias 15 e 21 de abril, no Centro de Convenções Salvador. Mas, como ficou evidente para quem acompanhou de perto esse primeiro momento, o que se constrói ali não se encerra na programação. A Bienal permanece, nas leituras que provoca, nos encontros que articula e na memória que insiste em ficar.

E é desse lugar que a Viver Vitória segue acompanhando: não apenas o evento, mas tudo aquilo que ele movimenta.

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Coletiva de Imprensa – Bienal do Livro Bahia 2026
Fotos: Divulgação/@irphotografia

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