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Alta relojoaria em 2025: as 4 tendências que estão movimentando o mercado

O universo da alta relojoaria atravessa um momento de complexidade e transformação. Em 2025, o cenário global impõe desafios consideráveis que pressionam as marcas, que agora enfrentam um consumidor mais cauteloso diante de preços em ascensão. Ainda assim, novas tendências vêm se destacando e revelando os rumos desse setor que une tradição, design e inovação — inclusive no Brasil. Confira abaixo as principais apostas da relojoaria de luxo para este ano.

1. Mostradores com pedras naturais: beleza que atravessa décadas

As pedras preciosas voltaram com força total ao mostrador dos relógios. Essa estética, que teve seu auge nos anos 1970, retorna em 2025 com um toque de sofisticação contemporânea. Ônix, lápis-lazúli, malaquita e turquesa aparecem como protagonistas em peças que mais se assemelham a obras de arte do que a meros acessórios. Um dos grandes destaques da temporada é a coleção Endeavour Pop, da H. Moser & Cie., que utiliza essas pedras com um olhar artístico e ousado, conquistando olhares nos eventos internacionais mais prestigiados.


2. Caixas com formatos geométricos ganham protagonismo

O design dos relógios também está se libertando dos formatos tradicionais. Caixas geométricas — muitas inspiradas em modelos lançados há décadas — voltam a chamar a atenção do público. Um exemplo clássico é o excêntrico Cartier Crash, que rompe com as formas simétricas e se tornou objeto de desejo. A tendência, no entanto, não se limita ao luxo extremo. Marcas independentes, como a Berneron, estão explorando caixas assimétricas que dialogam com a identidade do mecanismo interno. Já a microbrand Tonelado & Chan, por exemplo, buscou inspiração em um detalhe arquitetônico do The Met Breuer, museu nova-iorquino, para criar seu modelo geométrico. Uma verdadeira ponte entre brutalismo e relojoaria.


3. O legado da Piaget está mais vivo do que nunca

Por trás dessas tendências visuais, há uma marca cujo DNA parece ter sido redescoberto: a Piaget. Ícone dos anos 1970, a maison suíça foi pioneira ao unir mostradores em pedras naturais a designs não convencionais — muitos dos quais voltam a servir de referência para as novas gerações de relojoeiros e colecionadores. Embora hoje foque bastante o público feminino, a Piaget ainda possui grande potencial para conquistar os homens, especialmente através de seus modelos vintage, que mantêm preços relativamente acessíveis. A influência da marca é mais presente do que muitos imaginam, mesmo entre quem não conhece sua história.


4. O boom dos modelos neo-vintage (1990–2010)

Com os preços de modelos novos e antigos em alta, os relógios neo-vintage — fabricados entre os anos 1990 e 2010 — começam a ganhar espaço entre os entusiastas. Essa faixa histórica reúne peças que já carregam um ar nostálgico, mas com tecnologia mais refinada e design que conversa com o estilo contemporâneo. Além disso, em meio a um mercado onde os modelos de marcas como Rolex e Patek Philippe chegam a ser vendidos por valores muito acima da tabela, os neo-vintage surgem como uma oportunidade interessante para quem busca exclusividade sem extrapolar o orçamento.


Tempo de mudanças — e oportunidades

A alta relojoaria está em plena transição, enfrentando um mercado mais exigente, volátil e, ao mesmo tempo, aberto à experimentação. E enquanto o mundo redefine seus gostos e prioridades, o Brasil começa a marcar seu espaço nesse universo sofisticado. Para quem acompanha o pulso da moda e do luxo, é um momento fascinante para observar — e, quem sabe, investir em uma peça com história, personalidade e precisão.

Fotos: Divulgação

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