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AconteceGastronomia

Edinho Engel recebe chefs para Banquete da Amizade nos 20 anos do Amado

O encontro acontece no dia 27 de outubro, às 20h, com Roberta Sudbrack e Rodrigo Oliveira

O dadinho de tapioca de Rodrigo Oliveira vai ganhar sotaque baiano no próximo encontro da série “20 ANOS sendo AMADO”. Batizada de Amadinho, a versão leva carne de fumeiro, camarão seco e azeite de dendê e será um dos preparos do jantar que reúne o chef do Mocotó, de São Paulo, e Roberta Sudbrack, do carioca Sud – O Pássaro Verde, aos anfitriões Edinho Engel e Danilo Fernandes. O encontro acontece no dia 27 de outubro, às 20h, no Amado, com uma proposta que aproxima a celebração do restaurante de uma reunião de família e amigos.

Chamado de “Banquete da Amizade”, o menu começa com petiscos para dividir. Ao lado da releitura do dadinho, criado por Rodrigo há mais de duas décadas, chegam à mesa o pão de queijo com manteiga de lambreta, de Edinho e Danilo, e o tempurá de quiabo com aioli de urucum, de Roberta. Já nessa primeira sequência, aparecem ingredientes e referências que atravessam o trabalho dos quatro cozinheiros.

Entre os pratos frios, Edinho e Danilo apresentam um escabeche de codorna, enquanto Roberta prepara lagostim com pimentas. Rodrigo entra com o ceviche Porcaria, feito com pé de porco, torresmo, tucupi e batata-roxa. Na sequência de mar e terra, o Amado serve sua galinhada; o Sud, cordeiro assado com rapadura, cuscuz e couve; e o Mocotó, carne de panela com purê de mandioca, requeijão do Norte e kimchixe.

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Rodrigo Oliveira

O encerramento será com requeijão na chapa com compota de cajuzinho do cerrado, canelone de maçã com farinha de castanhas brasileiras e a Bonina, que combina meladinha de cachaça artesanal, baunilha baiana, laranja e umburana. As bebidas terão seleção de Manoel Beato, sommelier do Grupo Fasano, que não se limitará a carta de vinhos. “Desta vez cada participante poderá escolher o que deseja beber”, diz.

Iniciada em março, a série “20 anos sendo Amado” vem trazendo a Salvador cozinheiros de diferentes gerações e repertórios para celebrar as duas décadas da casa de Edinho Engel. Já passaram pela cozinha Filipe Rizzato, do Palácio Tangará; Rafa Costa e Silva, do Lasai; Fabrício Lemos e Lisiane Arouca, do Grupo Origem; Emmanuel Bassoleil, do Skye, no Hotel Unique; Oscar Bosch, do Tanit; Alex Atala, do D.O.M.; Mara Salles, do Tordesilhas; e Luiz Américo Camargo, do Na Janela. Beato também assinou a harmonização dos encontros anteriores.

O encerramento está marcado para 2 de dezembro tendo como tema “Novos e Velhos Baianos”. Essa última edição reunirá Fabrício Lemos, Lisiane Arouca, Dante e Kafe Bassi, Kaywa Hilton, Leila Carreiro, Ricardo Britto, Laurent Rezette e Bahia Brito.

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Roberta Sudbrack

Aberto em 2006, à beira da Baía de Todos os Santos, o Amado construiu sua identidade com uma cozinha brasileira contemporânea atenta aos ingredientes locais e ao cuidado de receber. A programação de aniversário parte dessa história para colocar à mesma mesa profissionais que, por caminhos próprios, também ajudam a contar a trajetória recente da gastronomia brasileira.

O encontro tem apoio de 3Corações, Fasano Salvador, Sanpellegrino, Salvador Shopping, Cachaça do Engenho, Stella Artois, Construtora Andre Guimarães, HubNexxo e Mistral.

Menu — Banquete da Amizade

Petiscos:

Amadinho — versão do dadinho de tapioca com carne de fumeiro, camarão seco e azeite de dendê, por Rodrigo Oliveira.

Pão de queijo com manteiga de lambreta, por Edinho Engel e Danilo Fernandes.
Tempura de quiabo com aioli de urucum, por Roberta Sudbrack.
Pratos frios
Escabeche de codorna, por Edinho Engel e Danilo Fernandes.
Lagostim com pimentas, por Roberta Sudbrack.
Ceviche Porcaria — pé de porco, torresmo, tucupi e batata-roxa, por Rodrigo Oliveira.

Mar e terra

Galinhada, por Edinho Engel e Danilo Fernandes.
Cordeiro assado com rapadura, cuscuz e couve, por Roberta Sudbrack.
Carne de panela com purê de mandioca, requeijão do Norte e kimchixe, por Rodrigo Oliveira.

Queijos e sobremesas

Requeijão na chapa com compota de cajuzinho do cerrado, por Edinho Engel e Danilo Fernandes.

Canelone de maçã com farinha de castanhas brasileiras, por Roberta Sudbrack.

Bonina — meladinha de cachaça artesanal, baunilha baiana, laranja e umburana, por Rodrigo Oliveira.

Sobre os cozinheiros

Danilo Fernandes

Soteropolitano, Danilo Fernandes formou-se em Gastronomia em 2011 e construiu seu percurso em cozinhas de Salvador, com passagens pelo Al Mare, Origem e Ori. Hoje à frente da cozinha do Amado, reúne o interesse pelas tradições francesa e italiana a ingredientes e referências brasileiras, numa leitura contemporânea que orienta seu trabalho.

Edinho Engel

A relação de Edinho Engel com a comida começa nas origens, em uma família rural mineira, e ganha novos caminhos depois de sua mudança para São Paulo, em 1982. Formado em Ciências Sociais, ele deixou o trabalho no Metrô para abrir o Fazenda Mineira e, mais tarde, o Manacá, em Camburi. Inaugurada nos anos 1990, a casa ajudou a dar visibilidade aos peixes, frutos do mar e produtos do litoral paulista, tornando-se uma referência na trajetória do cozinheiro. Em Salvador, onde abriu o Amado em 2006, Edinho deu continuidade a essa relação com os ingredientes brasileiros e com uma hospitalidade que se tornou parte da identidade do restaurante.

Roberta Sudbrack

Gaúcha de Porto Alegre e carioca por escolha, Roberta Sudbrack fez da formação autodidata o ponto de partida para uma cozinha de identidade própria, ligada aos ingredientes e aos saberes brasileiros. Antes de inaugurar, em 2005, o restaurante que levou seu nome, comandou durante sete anos a cozinha do Palácio da Alvorada, no governo de Fernando Henrique Cardoso. Foi a primeira chef a ocupar o posto, responsável tanto pelas refeições presidenciais quanto pelos jantares e banquetes oferecidos a autoridades estrangeiras.

Sua trajetória inclui o trabalho como primeira chef do Comitê Olímpico Brasileiro na campanha para os Jogos de Londres e o título de melhor chef mulher da América Latina, recebido em 2015 no prêmio Veuve Clicquot Latin America’s Best Female Chef, da revista Restaurant. Em 2018, abriu o Sud, O Pássaro Verde Café. Três anos depois, transferiu do Leblon para Botafogo o Da Roberta, dedicado à comida de rua. Em 2026, o Sud passou a integrar a seleção 50 Best Discovery e recebeu do Rio Show, do jornal O Globo, o prêmio de melhor restaurante brasileiro.

A ligação com o Sul ganhou outro capítulo em 2025, quando Roberta assumiu a cozinha do Hotel Wood e do restaurante Ocre, em Gramado, seu primeiro projeto gastronômico fora do Rio. Ali, trabalha com produtos do Rio Grande do Sul e de outras regiões do país, aproximando tradição e contemporaneidade. Em 2026, o Ocre recebeu três reconhecimentos da revista Bom Gourmet: melhor restaurante de hotel, melhor chef e a quinta posição entre os melhores restaurantes gaúchos.

Rodrigo Oliveira

Foi no Mocotó, aberto por seu pai em 1973, na Vila Medeiros, em São Paulo, que Rodrigo Oliveira construiu sua história na gastronomia. Depois de deixar os estudos de Engenharia e Gestão Ambiental, ingressou no curso de Gastronomia da Universidade Anhembi Morumbi, em 2001, e assumiu o comando do restaurante. Hoje, seu trabalho se estende à unidade do Mocotó na Vila Leopoldina, ao Mocotó Café, no Mercado de Pinheiros, e ao Balaio IMS, no Instituto Moreira Salles.

A casa que completou 50 anos em 2023 ganhou projeção dentro e fora do Brasil sem perder a ligação com a cozinha que lhe deu origem. Entre os reconhecimentos estão o selo Bib Gourmand do Guia Michelin, o prêmio do World Restaurant Awards na categoria “No Reservation Required”, em 2019, e o 23º lugar no Latin America’s 50 Best Restaurants de 2021, edição em que Rodrigo também recebeu o título de Ícone do Ano. Em 2025, o chef foi distinguido com uma faca no Best Chef Awards. Sua trajetória inclui ainda a escolha como Homem do Ano pela GQ e a presença na lista dos 100 brasileiros mais influentes da revista Época.

Fora dos restaurantes, Rodrigo participa de iniciativas que aproximam alimentação, responsabilidade social e cuidado ambiental. Entre elas estão o Quebrada Alimentada, o sítio agroflorestal Mulungu e a fazenda Maniwa, em Pernambuco, onde desenvolve um projeto de agroecologia regenerativa.

Sobre o sommelier:

Manoel Beato

Há mais de três décadas ligado ao Fasano, Manoel Beato é um dos nomes mais conhecidos da sommellerie brasileira. Nascido em Vera Cruz, no interior paulista, e formado em Letras, começou na gastronomia como garçom. Uma passagem pela França antecedeu sua entrada na profissão de sommelier, em 1989.

Responsável pela seleção de rótulos, pela adega e pelas harmonizações do restaurante Fasano, Beato também é autor do Guia de Vinhos Larousse, voltado tanto a quem começa a conhecer o universo do vinho quanto a consumidores mais experientes. Na série comemorativa do Amado, acompanha os encontros com seleções pensadas para os menus de cada edição.

“20 ANOS sendo AMADO” — Cozinha afetiva
Data: 27 de outubro de 2026, às 20h
Local: Restaurante Amado
Endereço: Rua Lafayete Coutinho, 660, Comércio, Salvador
Convidados: Roberta Sudbrack e Rodrigo Oliveira
Anfitriões: Edinho Engel e Danilo Fernandes
Valor: R$ 480 por pessoa
Reservas: (71) 99231-4660

Siga o insta: @revistavivervitoria

Instagram: @restauranteamado

Sobre o autor

Artigos

Gabriela Bandeira é jornalista com mais de 21 anos de atuação no mercado, empresária, Head da Agência Comunicando Ideias e Editora Online da revista Viver Vitória.