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Cara de um, focinho do outro: como a genética influencia a aparência facial

Cirurgião bucomaxilofacial Bruno Cantharino explica como a herança genética influencia o formato do rosto, a projeção do queixo, a mordida e outras características faciais

É comum ouvir que uma pessoa herdou o sorriso do pai, os olhos da mãe ou o formato do rosto dos avós. Em muitos casos, a semelhança entre familiares vai além da percepção e tem explicação científica.

Aproveitando o Dia dos Pais, celebrado em 9 de agosto, o cirurgião bucomaxilofacial e implantodontista Bruno Cantharino explica quais características faciais costumam ser transmitidas geneticamente e até onde a herança familiar influencia a aparência e o desenvolvimento da face.

“A genética está presente em diversos aspectos da nossa aparência. Muitas das características que identificamos entre pais e filhos são resultado da herança genética e acompanham a pessoa desde o desenvolvimento da face até a vida adulta”

bruno cantharino

Segundo o especialista, a genética exerce papel fundamental na formação da estrutura craniofacial. Características como o formato do rosto, a largura dos maxilares, a projeção do queixo, o perfil facial e o posicionamento dos dentes costumam ter forte influência hereditária.

“A genética influencia diretamente o desenvolvimento dos ossos da face. O tamanho da mandíbula, da maxila e o encaixe entre os dentes, por exemplo, podem ser herdados e explicar por que determinadas características se repetem entre diferentes gerações da mesma família”

bruno cantharino

Essa influência genética também pode estar relacionada a alterações funcionais. Problemas de mordida, desalinhamentos entre maxila e mandíbula, assimetrias faciais e algumas alterações no crescimento dos ossos da face frequentemente apresentam componente hereditário e podem impactar não apenas a estética, mas também funções como mastigação, fala e respiração.

Bruno Cantharino
Bruno Cantharino

“Conhecer o histórico familiar ajuda a identificar precocemente alterações no desenvolvimento da face. Quanto mais cedo essas condições são diagnosticadas, maiores são as possibilidades de acompanhamento e tratamento, sempre de forma individualizada”, destaca Bruno Cantharino.

Crédito da foto: Magnific

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Sobre o autor

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Gabriela Bandeira é jornalista com mais de 21 anos de atuação no mercado, empresária, Head da Agência Comunicando Ideias e Editora Online da revista Viver Vitória.