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Antigo Centro de Convenções da Bahia é leiloado por R$ 138,4 milhões

Leilão que garantiu arremate do antigo Centro de Convenções foi realizado nesta segunda-feira (20)

O terreno do antigo Centro de Convenções da Bahia, localizado no bairro do Jardim Armação, em Salvador, foi vendido nesta segunda-feira (20) em leilão realizado pelo Governo do Estado. Após uma primeira tentativa sem lances em março, a área foi arrematada pelo Consórcio Pilar Incorporação pelo valor de R$ 138,4 milhões, quantia próxima ao lance mínimo estipulado em edital pela Caixa Econômica Federal. A informação está disponível no site jusleilao.com.br.

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André Guimarães e Grupo Enseada formam consórcio que comprou antigo Centro de Convenções da Bahia

O consórcio vencedor do leilão é formado pelo Grupo André Guimarães, ao lado da Pilar Empreendimentos Imobiliários. A informação foi confirmada à Viver Vitória pela assessoria do primeiro grupo: “Conforme previsto no Edital nº 005/2026, o objeto do leilão refere-se exclusivamente à área comercial do imóvel, com 116.710,0811 m². A Área de Preservação Permanente (APP), de 71.268,6723 m², não integra a alienação”.

Por meio de nota, o Grupo André Guimarães destacou que, com 44 anos de atuação no mercado de incorporação imobiliária, “continua investindo e acreditando no desenvolvimento de Salvador e da Bahia. Informações sobre os projetos para o local serão divulgadas oportunamente”.

Desmontaem e regras

De acordo com a legislação estadual que autorizou a alienação do imóvel, o montante arrecadado com a venda será integralmente destinado ao Fundo Financeiro da Previdência Social dos Servidores Públicos do Estado da Bahia (Funprev).

Além da aquisição do terreno de aproximadamente 116,7 mil metros quadrados — metragem que já desconsidera a Área de Preservação Permanente (APP) —, o consórcio vencedor assumirá a responsabilidade pela desmontagem e remoção da estrutura remanescente do antigo equipamento, desativado há dez anos.

A estimativa do governo estadual é que as obras de demolição e limpeza custem cerca de R$ 54 milhões. O edital prevê que parte desses custos operacionais poderá ser abatida do valor total do lance vencedor. O prazo estipulado para a conclusão integral desse serviço é de até 16 meses.

A venda do imóvel foi consolidada após ajustes nos termos da licitação anterior. No primeiro pregão, realizado em março deste ano, o Estado fixou o preço mínimo em R$ 141,3 milhões, mas o certame terminou sem interessados.

Para atrair investidores nesta segunda tentativa, a gestão estadual reduziu o valor mínimo inicial, recalculou a área útil disponível (excluindo a APP) e ampliou o prazo para a execução das obras de demolição e limpeza do terreno, que passou de oito para os atuais 16 meses.

Foto: Arquivo

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